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Os democratas garantiram o controlo do Senado norte-americano. Ao mesmo tempo, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos vão reunir-se em Abu Dhabi para discutir segur
A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.
Bem-vindos ao LinguaWire.
Hoje, vamos falar do controlo democrata do Senado dos Estados Unidos e de novas conversações entre a Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos.
Se quiser ler enquanto ouve, a transcrição completa e o vocabulário explicado estão em linguawire.com.
Nos Estados Unidos, os democratas vão controlar o Senado a partir de janeiro.
Vamos ouvir Miguel, correspondente de política do LinguaWire, que tem acompanhado os resultados eleitorais.
Olá, João. As projeções indicam que os democratas conseguiram os lugares necessários para conquistar a maioria no Senado norte-americano.
É um resultado importante para o partido?
É muito importante. Os democratas já garantiram pelo menos 54 lugares no Senado, a câmara alta do Congresso dos Estados Unidos. Também obtiveram vitórias inesperadas em estados que costumam votar nos republicanos.
Como conseguiram chegar a essa maioria?
O Partido Democrata conquistou lugares que eram republicanos e manteve alguns dos seus próprios lugares. Um desses casos foi o Michigan, onde os democratas conservaram o lugar em disputa. Mesmo com duas eleições ainda sem resultado final, o partido já assegurou o controlo do Senado.
Uma dessas eleições ainda sem decisão é no Mississippi. O que se passa nesse estado?
No Mississippi, a eleição para o Senado é entre Cindy Hyde-Smith, a senadora republicana que procura manter o lugar, e Scott Colom, o candidato democrata. Na sexta-feira à noite, Colom liderava por cerca de 2.500 votos.
Essa vantagem pode desaparecer durante a contagem?
Pode. Ainda há cerca de 3.600 votos por correio por contar. Há também um número desconhecido de votos provisórios, ou seja, votos de eleitores cuja elegibilidade ainda precisa de ser confirmada.
Até quando pode continuar este processo?
Os votos por correio têm de chegar até cinco dias úteis depois da eleição. Os condados têm até 13 de novembro para certificar os resultados. Nesse prazo, também têm de tratar os votos provisórios.
Os dois partidos estão a acompanhar a situação de perto?
Sim. O comité democrata responsável pelas eleições para o Senado enviou advogados e outros recursos para observar a contagem. Do lado republicano, a campanha de Hyde-Smith e o comité republicano pediram aos condados que separem e guardem todos os votos provisórios.
E como reagiu a campanha de Scott Colom?
Colom disse estar confiante de que o Mississippi decidiu seguir uma nova direção. A sua campanha chamou ao pedido republicano uma medida desesperada. Os advogados de Colom também enviaram uma carta aos 82 condados do estado, pedindo que respeitem os procedimentos eleitorais.
O que poderá fazer a nova maioria democrata no Senado?
Chuck Schumer, o líder democrata no Senado, prometeu investigar e levar a tribunal ações do Presidente Trump que, na sua opinião, desafiem a vontade dos norte-americanos ou a lei. A eleição no Mississippi continua em aberto, mas o controlo democrata do Senado já está garantido para janeiro.
Obrigado, Miguel.
A Ucrânia, a Rússia e os Estados Unidos vão reunir-se em Abu Dhabi para novas conversações.
Vamos ouvir Ana, correspondente do LinguaWire para assuntos internacionais, que tem acompanhado os preparativos.
Olá, João. As delegações dos três países vão reunir-se nos dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi. Será a primeira reunião trilateral desde fevereiro.
Porque é que esta reunião pode ser especialmente importante?
Kyrylo Budanov, chefe do Gabinete Presidencial da Ucrânia, falou de um otimismo prudente. Ele considera que poderá haver progressos para um possível encontro futuro entre o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, e o presidente russo, Vladimir Putin.
Quais serão os principais temas das conversações?
As delegações vão discutir garantias de segurança para a Ucrânia e para a Rússia depois da guerra. Budanov disse que, desta vez, todas as partes quiseram realizar a reunião. Para ele, isso mostra que existem algumas condições para avançar.
Isso significa que se espera um acordo já nestes dois dias?
Não necessariamente. Budanov avisou que estas negociações não serão as últimas. Portanto, a reunião em Abu Dhabi é vista como mais uma etapa num processo que poderá continuar.
Quem vai participar nas conversações?
Budanov integrará a delegação ucraniana, liderada por Rustem Umerov, o principal negociador da Ucrânia. Os enviados norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner deverão representar Washington. A delegação russa será liderada por Vladimir Medinsky, um conselheiro de Putin que já chefiou a equipa de Moscovo em anteriores negociações.
O que dizem os Estados Unidos sobre o objetivo destas conversações?
Steve Witkoff disse que espera desenvolver os progressos feitos em Kyiv, Oslo e São Petersburgo. Segundo ele, o objetivo é chegar a um acordo de paz abrangente e duradouro, que garanta segurança para as próximas gerações.
Mas a relação entre Washington e Kyiv teve dificuldades nas últimas semanas. Isso pode complicar a reunião?
Houve tensão entre os dois países. Em outubro, registaram-se falhas nas redes de satélite Starshield da SpaceX usadas pela Ucrânia, incluindo em alguns sistemas de defesa antiaérea. O acesso foi restabelecido algumas semanas mais tarde.
Budanov mantém confiança na relação com os Estados Unidos?
Mantém algum otimismo. Disse que a situação com a Starshield foi má e que não devia ter acontecido. No entanto, afirmou que o problema foi resolvido de uma forma ou de outra, e que isso lhe dá esperança para o futuro.
E as conversações realizam-se enquanto a população ucraniana continua a sofrer as consequências da guerra.
É verdade. Esta semana, ataques atingiram instalações de energia em dez regiões da Ucrânia. Segundo o Ministério da Energia ucraniano, centenas de milhares de casas ficaram sem eletricidade e grande parte de Kyiv ficou sem água durante mais de 16 horas. É neste contexto que os três países vão tentar abrir caminho para futuras negociações.
Obrigado, Ana.
Parte um: vocabulário.
A contagem.
É o processo de contar votos; na história, «observar a contagem».
Os funcionários terminaram a contagem dos votos.
O correio.
É o serviço que entrega cartas e encomendas; na história, «votos por correio».
Enviei os documentos por correio ontem.
O prazo.
É o período limite para fazer algo; na história, «Nesse prazo».
O prazo para entregar o trabalho é sexta-feira.
Parte dois: a gramática.
Orações temporais com «enquanto»: «E as conversações realizam-se enquanto a população ucraniana continua a sofrer as consequências da guerra.»
«Enquanto» liga duas ações que acontecem ao mesmo tempo.
Na história, «E as conversações realizam-se enquanto a população ucraniana continua a sofrer as consequências da guerra.»
Enquanto eu preparo o jantar, os meus filhos fazem os trabalhos de casa.
Repete: E as conversações realizam-se enquanto a população ucraniana continua a sofrer as consequências da guerra.
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