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Irão rejeita resposta dos EUA à proposta de paz enquanto um petroleiro é atingido por dois projéteis

As conversações entre os Estados Unidos e o Irão continuam sem acordo, com Teerão a exigir o fim dos combates na região. Nas eleições intercalares norte-ameri

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Bem-vindos ao LinguaWire.

Hoje: as difíceis negociações entre os Estados Unidos e o Irão e a luta pelo controlo do Senado norte-americano.

Se quiser ler enquanto ouve, a transcrição completa e o vocabulário explicado estão em linguawire.com.

Irão mantém exigências enquanto aumentam os riscos no mar

As negociações para terminar a guerra entre os Estados Unidos e o Irão continuam bloqueadas.

Miguel é o correspondente do LinguaWire para assuntos de segurança e tem acompanhado esta situação.

Olá, João. Uma figura importante do Irão disse esta terça-feira que a resposta da administração Trump à mais recente proposta de paz não é convincente.

O que exige o Irão para aceitar um acordo?

Teerão diz que as suas exigências têm de ser cumpridas, incluindo o fim dos combates em todas as frentes do Médio Oriente. Segundo o Irão, o estreito de Ormuz só poderá reabrir nessas condições.

Portanto, o Irão liga a abertura dessa passagem marítima a um acordo mais amplo para a região.

É essa a posição iraniana. Ao mesmo tempo, o Presidente Donald Trump disse, na véspera das eleições norte-americanas, que um acordo para terminar a guerra ainda podia acontecer. Trump afirmou que o Irão quer chegar a uma solução o mais depressa possível.

Mas a situação no mar também parece preocupante. O que aconteceu perto de Omã?

Na terça-feira, dois projéteis de origem desconhecida atingiram um navio-tanque que navegava perto da costa nordeste de Omã. Segundo a agência britânica de segurança marítima, os projéteis atingiram a casa das máquinas do navio.

Há informações sobre feridos ou danos ambientais?

Não foram comunicados feridos nem efeitos ambientais. Também não se sabe quem operava o navio, de onde vinha ou para onde seguia.

E foi um incidente isolado?

Não. Outro navio foi atingido por um projétil desconhecido no domingo, perto do mesmo local. A agência britânica aconselhou os navios a atravessarem a zona com cuidado e a comunicarem qualquer atividade suspeita enquanto as autoridades investigam.

Há esforços diplomáticos de outros países para evitar uma escalada?

Há. O Egito tem tentado atuar como mediador na região. O ministro dos Negócios Estrangeiros egípcio, Badr Abdelatty, falou por telefone com o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano e pediu flexibilidade nas negociações.

Que mensagem deixou o ministro egípcio?

Pediu contenção e disse que a diplomacia deve ser uma prioridade. Também sublinhou a importância da segurança no Golfo e da procura de uma saída política, para evitar uma escalada militar com riscos políticos, económicos e de segurança para a região.

Assim, há apelos à negociação, mas continuam os incidentes no mar e as posições das partes parecem afastadas.

Exatamente, João. A questão agora é saber se será possível encontrar uma solução política antes de novos incidentes agravarem o conflito.

Obrigado, Miguel.

Democratas tentam mudar o equilíbrio do Senado

Nos Estados Unidos, as eleições intercalares podem mudar o controlo do Senado.

Ana é a correspondente do LinguaWire para política e acompanhou esta noite eleitoral.

Olá, João. Os republicanos começaram a noite com uma maioria de 53 lugares contra 47 no Senado. Para recuperarem o controlo da câmara, os democratas precisam de ganhar, no total, mais quatro lugares do que os republicanos.

Já há resultados importantes para esse equilíbrio?

Sim. Na Carolina do Norte, Roy Cooper, antigo governador democrata do estado, venceu Michael Whatley, antigo presidente do Comité Nacional Republicano. É a primeira conquista democrata da noite.

E o que aconteceu noutras eleições muito acompanhadas?

Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff foi reeleito, derrotando Mike Collins, deputado republicano. No New Hampshire, o deputado democrata Chris Pappas venceu o antigo senador republicano John Sununu e vai substituir a senadora democrata Jeanne Shaheen, que se vai retirar.

Os democratas também esperam ganhar lugares em estados habitualmente mais favoráveis aos republicanos?

Sim. Entre os seus principais alvos estão o Texas, Ohio, Iowa, Alasca, Kansas e Carolina do Sul. São estados que Donald Trump venceu por mais de dez pontos percentuais nas eleições presidenciais de 2024.

Há resultados renhidos nesses estados?

Há várias disputas mais apertadas do que se esperava. No Ohio, Sherrod Brown, antigo senador democrata, está à frente de Jon Husted, senador republicano, segundo as projeções disponíveis. Também há corridas equilibradas no Alasca, Kansas, Carolina do Sul e Texas.

E o que dizem os primeiros dados sobre a opinião dos eleitores nesses estados?

Segundo uma sondagem feita à saída das urnas, mais de metade dos eleitores em cada um desses estados desaprova a forma como Trump exerce o cargo. No Kansas, por exemplo, 57% dos eleitores disseram desaprovar o seu desempenho, embora Trump tenha vencido o estado por 16 pontos percentuais há dois anos.

A campanha para estas eleições foi particularmente cara.

Foi a campanha mais cara de sempre para o Senado. Foram gastos mais de 3,4 mil milhões de dólares em anúncios de televisão e digitais nas disputas por todo o país.

O que significa uma possível perda da maioria republicana para o Presidente Trump?

Nos últimos dois anos, o Partido Republicano controlou as duas câmaras do Congresso, o que permitiu a Trump avançar com a sua agenda com poucos obstáculos. Se os democratas recuperarem o Senado, poderão criar mais obstáculos a essa agenda.

Obrigado, Ana.

O estreito.

É uma passagem de mar estreita; na história, «o estreito de Ormuz só poderá reabrir nessas condições».

Os navios passam pelo estreito todos os dias.

Os projéteis.

São objetos lançados como armas; na história, «dois projéteis de origem desconhecida atingiram um navio-tanque».

Os soldados encontraram projéteis antigos no campo.

A costa.

É a zona de terra junto ao mar; na história, «perto da costa nordeste de Omã».

A costa portuguesa é muito bonita.

Parte dois: a gramática.

As orações condicionais com «se»: «Se os democratas recuperarem o Senado, poderão criar mais obstáculos a essa agenda.»

Usamos «se» para apresentar uma condição e uma possível consequência no futuro.

Na história, ouvimos: «Se os democratas recuperarem o Senado, poderão criar mais obstáculos a essa agenda.»

Se chover amanhã, ficaremos em casa.

Repete: Se os democratas recuperarem o Senado, poderão criar mais obstáculos a essa agenda.

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