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Economia dos EUA cresce acima do esperado, mas a inflação chega aos 3,6%

A economia dos Estados Unidos cresceu acima do esperado no terceiro trimestre, mas a inflação e a preocupação das famílias aumentaram. Ao mesmo tempo, uma car

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire.

Hoje falamos da economia e da inflação nos Estados Unidos e de uma nova tentativa diplomática entre Washington e Teerão.

Tudo o que dizemos hoje está escrito para si, com o vocabulário explicado, em linguawire.com.

A economia dos Estados Unidos cresce, mas a inflação aumenta

Começamos pela economia dos Estados Unidos, que cresceu mais do que o previsto, enquanto a inflação também subiu.

A Ana é a correspondente de economia do LinguaWire e tem acompanhado os novos dados.

Olá, João. A economia norte-americana cresceu a um ritmo anualizado de 3,4% no terceiro trimestre. É uma estimativa inicial do Bureau of Economic Analysis, um organismo do Departamento do Comércio dos Estados Unidos.

Foi um resultado acima das previsões?

Foi. Os economistas esperavam um crescimento de 3,2%. As previsões iam de 1% a 4,2%, por isso o resultado ficou acima da estimativa média.

O que ajudou a economia a crescer a este ritmo?

O consumo das famílias manteve-se forte e as empresas continuaram a investir em inteligência artificial. Estes fatores compensaram o efeito dos preços mais elevados do petróleo, ligados ao conflito no Médio Oriente.

Mas bons números económicos não significam necessariamente que as famílias estejam mais confiantes.

Exatamente. A confiança dos consumidores piorou bastante. Há, portanto, uma diferença entre o crescimento registado nos dados e a forma como muitas famílias avaliam a economia. Esta questão ganha importância a poucos dias das eleições intercalares, que vão decidir o controlo do Congresso.

A subida dos preços pode explicar parte dessa preocupação?

Pode. O índice de preços das despesas de consumo pessoal, ou PCE, é a medida de inflação preferida pela Reserva Federal. Em setembro, os preços subiram 0,5% face ao mês anterior. A inflação anualizada neste indicador passou de 3,4% em agosto para 3,6% em setembro.

E outro indicador mostrou uma inflação ainda mais elevada.

Sim. O índice de preços no consumidor indicou que a inflação anualizada subiu de 3,4% em agosto para 3,7% em setembro. Ao mesmo tempo, a inflação subjacente do PCE, que exclui os preços mais instáveis dos alimentos e da energia, chegou aos 3,1%.

Como reagiu a Reserva Federal?

Na quarta-feira, manteve a taxa de juro de referência entre 3,75% e 4%, embora tenha reconhecido que a inflação continua elevada. Subir as taxas pode ajudar a travar os preços, mas também pode abrandar a atividade económica e o mercado de trabalho.

O que pode acontecer agora?

Alguns economistas esperam uma subida das taxas em dezembro. O presidente da Reserva Federal, Kevin Warsh, disse que a economia está a crescer a um ritmo forte, apesar da incerteza geopolítica. No entanto, alguns economistas alertam que o peso do investimento em inteligência artificial pode dar uma imagem incompleta da economia.

Obrigado, Ana.

Carta de JD Vance tenta evitar um novo conflito com o Irão

Agora, uma carta do vice-presidente dos Estados Unidos pode abrir uma nova oportunidade de diálogo com o Irão.

O Pedro é o correspondente do LinguaWire para assuntos internacionais e tem acompanhado estas negociações.

Olá, João. JD Vance, o vice-presidente dos Estados Unidos, enviou uma carta pessoal a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão. A carta propõe o regresso à diplomacia entre os dois países.

Quando foi enviada e o que poderá acontecer a seguir?

A carta foi enviada no domingo, depois de uma mediação conduzida sobretudo pelo Catar. Espera-se uma resposta iraniana em breve. Essa resposta poderá ser importante para evitar um novo conflito entre os Estados Unidos e o Irão, possivelmente depois das eleições intercalares norte-americanas de terça-feira.

O que pede Washington a Teerão?

Os Estados Unidos querem que o Irão assuma compromissos sobre o programa nuclear logo no início do processo. Em troca de alívio das sanções norte-americanas, o acordo poderia levar à abertura do estreito de Ormuz no prazo de sete dias.

E onde está a principal dificuldade?

O Irão não quer assumir compromissos imediatos e irreversíveis se as medidas dos Estados Unidos puderem ser anuladas mais tarde. Um exemplo seria exportar para outro país as reservas iranianas de urânio altamente enriquecido, enquanto o levantamento das sanções às exportações de petróleo poderia ser reversível.

Há alguma proposta para criar confiança entre as duas partes?

Tem-se falado numa garantia de uma terceira parte, para assegurar que ambos cumprem os seus compromissos. A China é muitas vezes mencionada como o único país com estatuto suficiente para dar essa garantia.

A participação de Vance é vista como um sinal importante?

É. Vance tem uma posição cética em relação à guerra, e o seu regresso às negociações sugere que os Estados Unidos não abandonaram a via diplomática. Ao mesmo tempo, um senador democrata, informado sobre alvos identificados pelos militares norte-americanos no Irão, classificou um plano para um novo ataque como insensato.

O Irão já apresentou as suas condições?

O principal negociador iraniano, Mohammad Ghalibaf, escreveu que o país já explicou sete condições aos mediadores. Entre elas estão o levantamento das sanções, o fim do congelamento de bens e o fim da guerra em todas as frentes. Esta última exigência inclui um cessar-fogo israelita no Líbano.

Então, o que poderá desbloquear as negociações?

Os Estados Unidos querem compromissos concretos sobre a retirada das reservas de urânio altamente enriquecido. O Irão não quer perder essa margem de negociação e também resiste ao regresso dos inspetores nucleares da ONU, por receio de que forneçam informações aos Estados Unidos. Teerão propôs reduzir o enriquecimento dessas reservas, para que deixem de poder ser usadas para fabricar uma arma nuclear. A resposta à carta deverá mostrar se existe espaço para um acordo.

Obrigado, Pedro.

Parte um: vocabulário.

A carta.

Uma mensagem escrita enviada a alguém. Na história, «A carta propõe o regresso à diplomacia entre os dois países.»

Escrevi uma carta ao diretor da escola.

O acordo.

Uma decisão aceite por duas ou mais partes. Na história, «A resposta à carta deverá mostrar se existe espaço para um acordo.»

Os dois países chegaram a um acordo.

A garantia.

Uma promessa ou segurança de que algo vai acontecer. Na história, «A China é muitas vezes mencionada como o único país com estatuto suficiente para dar essa garantia.»

O seguro dá uma garantia aos clientes.

Parte dois: a gramática.

Orações finais com «para que»: «Teerão propôs reduzir o enriquecimento dessas reservas, para que deixem de poder ser usadas para fabricar uma arma nuclear.»

Usamos «para que» para indicar a finalidade de uma ação. Depois de «para que», usamos frequentemente o conjuntivo.

Na história, «Teerão propôs reduzir o enriquecimento dessas reservas, para que deixem de poder ser usadas para fabricar uma arma nuclear.»

Estudo todos os dias para que possa passar no exame.

Repete: Teerão propôs reduzir o enriquecimento dessas reservas, para que deixem de poder ser usadas para fabricar uma arma nuclear.

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