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Can Ukraine Help Protect the U.S. With Drone Tech?

A Ucrânia pode fechar um acordo de drones com os Estados Unidos, enquanto Bill Nelson lança um alerta sobre os planos da China no espaço.

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: um possível acordo de drones com Kiev e os alertas de Bill Nelson sobre a China.

Se quiser ler enquanto ouve, a transcrição completa e o vocabulário explicado estão em linguawire.com.

Ucrânia pode fechar acordo de drones com os EUA

A Ucrânia pode estar perto de assinar um acordo importante com os Estados Unidos.

Agora vamos falar com Pedro, o correspondente da LinguaWire para a sociedade.

João, obrigado. Segundo três fontes, Kiev está pronta para assinar um acordo com Washington.

As fontes dizem que Volodymyr Zelenskyy queria assinar esta semana.

Seria à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.

Portanto, o anúncio podia acontecer já esta semana?

Podia, sim.

Mas as mesmas fontes admitem que o texto também pode ficar fechado mais tarde.

Isso acontece se os Estados Unidos só estiverem prontos para assinar nessa altura.

E o que muda, na prática, com esse acordo?

Ao longo do último ano, o Departamento de Defesa americano e a contraparte ucraniana trabalharam em planos conjuntos.

Querem ampliar os testes e a produção de tecnologia ucraniana nos Estados Unidos.

Não se trata apenas de comprar material.

Trata-se também de fazer essa tecnologia crescer dentro da indústria americana.

Isso mostra uma relação bem mais larga do que uma simples venda.

Exatamente.

A importância dessas parcerias ficou mais clara durante a guerra com o Irão.

No início dessa guerra, o Irão começou a visar instalações militares americanas no Médio Oriente.

Com o mesmo tipo de drones que a Rússia usa na Ucrânia?

Sim, com drones desse tipo.

Como os Estados Unidos e os países do Golfo não tinham meios baratos e eficazes para os travar, Kiev enviou ajuda.

Enviou interceptadores de drones e também pilotos.

Então a Ucrânia deixou de ser só um país que recebe ajuda.

Isso mesmo.

Passou também a dar apoio noutros lugares.

Já assinou acordos de defesa com a Arábia Saudita, o Qatar e os Emirados Árabes Unidos.

E esses acordos ligam dinheiro a indústria, certo?

Certo.

Os acordos ligam financiamento estrangeiro à indústria de defesa ucraniana.

Essa indústria está a crescer depressa.

Há números que ajudem a perceber essa escala?

Há dois números que chamam a atenção.

Zelenskyy disse que a Ucrânia quer fabricar 10 milhões de drones este ano.

Dan Driscoll disse que o Exército dos Estados Unidos comprou cerca de 50 mil em 2025.

Essa diferença é enorme.

É, e especialistas dizem que a lição não está só no aparelho.

A vantagem da Ucrânia está também no software, nos operadores e nas equipas que vão adaptando os drones.

Ou seja, não basta ter a máquina.

Exactamente.

O mais importante é saber usá-la bem.

Pedro, obrigado.

Obrigado, João.

Bill Nelson alerta para a disputa espacial com a China

Bill Nelson deixou um aviso duro sobre a China e o espaço.

Agora vamos falar com Beatriz, a correspondente da LinguaWire para a sociedade.

João, obrigada. Bill Nelson escreve num livro que os Estados Unidos precisam de manter a liderança na exploração espacial.

Ele foi administrador da NASA e está a olhar para a rivalidade com a China.

E o tom do livro é mesmo forte?

É, sim.

No livro que sai em janeiro de 2027, Nelson escreve que Pequim quer dominar o alto terreno do século XXI.

Ele usa essa imagem para falar do espaço como um lugar de poder.

Poder militar, científico e político?

Exactamente.

E ele liga isso a um episódio de 2023.

Nessa altura, um balão chinês atravessou os Estados Unidos.

Esse caso mudou a forma como ele vê a rivalidade?

Mudou, segundo o próprio.

Ele escreve que esse caso mostrou que a rivalidade já não é só em terra ou no mar.

É também nos céus e até para lá da atmosfera.

E a NASA teve um papel prático nessa situação?

Teve, sim.

A NASA ajudou os militares americanos.

Tinha experiência com balões usados para estudar a estratosfera e os ventos.

Essa experiência ajudou a resolver o problema sem pôr pessoas em risco?

Foi isso mesmo.

A informação da NASA ajudou a abater o balão sem pôr ninguém em risco no solo.

Portanto, ciência e segurança cruzaram-se ali.

Sim, e é um exemplo de como a tecnologia pode ter usos muito diferentes.

Nelson usa esse episódio como aviso para a próxima grande rivalidade.

Diz que vai ser cada vez mais sobre quem controla o espaço.

Ele fala também da sua própria carreira?

Fala.

Foi congressista, senador, mission specialist num vaivém espacial em 1986 e liderou a NASA entre 2021 e 2025.

Também apoiou a Wolf Amendment.

Essa lei limita a cooperação com a China, certo?

Limita, sim.

Limita fortemente a cooperação entre a NASA e o programa espacial chinês.

Nelson vê essa cooperação com cautela, por causa do risco de fuga de tecnologia.

No fundo, o espaço já não é um tema distante.

Não é, de todo.

É um tema de competição real.

Tecnologia, segurança e prestígio nacional juntam-se aí.

Beatriz, obrigado.

Obrigada, João.

Vamos pegar em três palavras da primeira história.

o acordo

Significa um entendimento entre duas partes. Na história, apareceu em «pronta para assinar um acordo com Washington». Exemplo novo: O acordo entre os dois países foi anunciado hoje.

a parceria

Significa uma relação de trabalho entre duas partes. Na história, apareceu quando se falou em transformar a ajuda numa parceria mais industrial. Exemplo novo: A parceria entre a escola e o museu trouxe novas visitas.

o financiamento

Significa dinheiro que apoia uma atividade ou projeto. Na história, apareceu em «ligam financiamento estrangeiro». Exemplo novo: O financiamento novo vai ajudar o projeto a crescer.

Está pronta para assinar

Usamos esta estrutura para dizer que alguém já está preparado para fazer uma ação.

A Ucrânia está pronta para assinar um acordo com Washington.

O ministro está pronto para apresentar o plano amanhã.

Repete: pronta para assinar

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