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Toyota's 400,000 Robots and the Human Workers Training Them

A família de Nolan Wells contesta a decisão de não apresentar acusações, enquanto a Toyota começa a treinar robots humanoides com trabalhadores.

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: justiça no Mississippi e robots na Toyota.

Se quiser ler enquanto ouve, a transcrição completa e o vocabulário explicado estão em linguawire.com.

Pais de Nolan Wells pedem justiça e respostas

A família de Nolan Wells continua a contestar a conclusão sobre a sua morte.

Agora vamos falar com Ana, a correspondente da LinguaWire para a sociedade.

Obrigada, João. Um grande júri decidiu que não há provas suficientes para acusar criminalmente ninguém pela morte de Nolan Wells.

Portanto, o caso não ficou resolvido para a família. O que é que os pais disseram em público?

Disseram isso mesmo. Não vão desistir. Fizeram uma conferência de imprensa na terça-feira.

E isso mostra a tensão da história. Onde é que tudo isto aconteceu?

Aconteceu no Mississippi, na costa do golfo. Nolan tinha 18 anos.

E o que aconteceu a seguir, depois de ele sair com amigos?

Ele desapareceu no feriado de 4 de julho, nas ilhas-barreira dessa zona.

E o corpo foi encontrado pouco depois, certo?

Sim. Dois dias mais tarde, o corpo foi recuperado nas águas ao largo de Horn Island.

Depois disso, começaram várias análises?

Sim. O médico legista do estado fez a autópsia inicial.

A família também pediu outra análise, não foi?

Pediu uma segunda autópsia privada. Isto aconteceu antes de saírem os resultados oficiais.

O júri ouviu muita informação. O que é que ele analisou?

O júri ouviu 43 testemunhas. Também analisou provas físicas, relatórios da polícia, entrevistas, vídeos, imagens e mapas.

E no fim chegou a que conclusão?

Concluiu por unanimidade que havia provas insuficientes para apresentar acusações.

Mas a família não aceita essa leitura, pois não?

Não. A mãe disse algo muito claro na conferência.

O que disse ela, em concreto?

Disse que os médicos legistas e os certificados de óbito indicam que a causa e a forma da morte ficaram por determinar.

E ela levantou outra dúvida sobre a causa da morte.

Sim. Perguntou como é que se pode falar em afogamento quando houve trauma no corpo.

Essa pergunta pesa muito. E o relatório falou de afogamento de forma direta?

O relatório diz que a posição, o estado, o momento e o local são compatíveis com afogamento.

E disse mais alguma coisa sobre o comportamento dos amigos?

Sim. Disse que não havia provas credíveis de conduta criminosa por parte dos amigos que estavam com ele.

Então a decisão fecha uma parte legal, mas não fecha a dor da família.

Exatamente. Juridicamente, o júri não viu base para acusar. A família continua a pedir respostas.

Obrigado, Ana.

Toyota treina robots com ajuda de trabalhadores

A Toyota está a treinar robots humanoides com trabalhadores.

Agora vamos falar com Rafael, o correspondente da LinguaWire para a tecnologia.

Obrigado, João. A novidade é que a Toyota já está a pôr trabalhadores a ensinar robots humanoides nas linhas de montagem.

Isso soa a um passo grande. O que é que a empresa quer fazer, em números concretos?

Segundo o plano citado, a partir de 2028 o grupo quer investir 6,42 mil milhões de dólares por ano.

E esse dinheiro é para quê?

É para atualizar fábricas com esta nova força de trabalho robótica.

Qual é a meta dentro das fábricas da empresa?

A meta é 150 mil robots nas suas próprias fábricas automóveis.

E há mais do que isso, certo?

Sim. O plano fala em mais 250 mil nas empresas do grupo que fazem componentes e materiais.

Quatrocentos mil robots é mesmo um salto enorme. Mas o que é que eles já estão a fazer hoje?

Já começaram a usar alguns robots humanoides ELEY. Eles circulam sobre rodas.

E que tipo de tarefas é que estão a aprender?

Estão a aprender tarefas que exigem movimentos muito precisos das mãos.

E como é que os trabalhadores ajudam nesse treino?

Os trabalhadores usam uns dispositivos, os tais “jigs”, que ajudam os robots a praticar os movimentos.

Portanto, os humanos estão dentro do processo de treino.

Precisamente. E isso muda a imagem clássica da automação.

De que maneira?

Em vez de uma máquina que entra e ocupa o lugar de alguém, vemos pessoas a ensiná-la a trabalhar melhor.

Mas essa notícia levanta logo a questão do emprego humano. O que é que a Toyota tem hoje?

A Toyota tem cerca de 18 mil trabalhadores veteranos em 60 fábricas no mundo.

E essa rede inclui os Estados Unidos?

Sim. Inclui 11 instalações de produção nos Estados Unidos.

E o que disse Hiroki Nakajima sobre isto?

Disse que a empresa quer um mundo em que robots coexistam com humanos.

Há alguma coisa ainda pouco clara neste plano?

Há. Não se sabe ao certo quantos robots a Toyota já tem no total, nem quantos dos novos serão mesmo humanoides.

E o resto da indústria já usa robots há muito tempo, certo?

Sim. A indústria automóvel já usa robots há décadas. Usa sobretudo braços mecânicos e máquinas móveis para levar peças.

E os números globais mostram que esta corrida é muito mais larga do que uma única marca.

Exatamente. A China implantou 2 milhões de robots industriais em 2024.

E os outros países?

O Japão ficou em segundo com 450 500.

E depois?

Os Estados Unidos e a Coreia do Sul ficaram a seguir, bem atrás.

A mensagem é clara: a indústria está a acelerar, e a questão já não é só tecnologia.

Exatamente.

Obrigado, Rafael.

Vamos rever isto em português.

acusação

Significa o ato de dizer que alguém fez um crime. Na história, apareceu em «para acusar criminalmente ninguém». Exemplo: A acusação ainda está a ser analisada.

júri

Significa o grupo de pessoas que decide um caso em tribunal. Na história, apareceu em «um grande júri decidiu». Exemplo: O júri ouviu várias testemunhas.

provas

Significa sinais ou factos que ajudam a sustentar uma decisão. Na história, apareceu em «não há provas suficientes». Exemplo: As provas ainda não chegam para uma decisão final.

não vão desistir

Usamos o presente para falar de ações habituais, factos atuais e também de decisões ou intenções no momento presente.

desistir

eu desisto, tu desistes, ele/ela desiste, nós desistimos, vocês desistem, eles/elas desistem

«não vão desistir»

Nós desistimos quando o caminho fica difícil.

Repete: não vão desistir

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