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First Living Feline Species Identified in Over 100 Years

Um gato selvagem raro foi identificado na Bolívia, e países da Ásia estão a usar mais rotas comerciais pelo Árctico.

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: um novo felino na Bolívia e rotas pelo Árctico.

Para o ajudar a entender este episódio, em linguawire.com encontra as transcrições, as traduções para inglês e o vocabulário explicado.

Nova espécie de felino identificada na Bolívia

Uma nova espécie de gato selvagem foi identificada numa floresta da Bolívia.

Agora vamos falar com Miguel, o correspondente da LinguaWire para tecnologia.

Obrigado, João. Aqui há um caso curioso.

Durante algum tempo, este animal foi tratado como animal de estimação por uma família local.

Isso já chama a atenção.

Então não se percebeu logo que era um animal selvagem?

Não. Segundo os investigadores, o pequeno felino tinha manchas parecidas com as de um leopardo.

Parecia apenas uma cria muito nova.

Depois, a família levou-o para um centro de proteção da vida selvagem.

Percebeu que não era um gato doméstico.

E o que é que os cientistas descobriram ao analisar o animal?

Descobriram uma nova espécie viva, chamada Leopardus tilcayo.

Dizem que é o primeiro felino vivo identificado por cientistas em mais de cem anos.

É um animal pequeno.

Pesa pouco mais de um quilo e mede cerca de 45 centímetros.

É mais pequeno do que o gato doméstico habitual.

Pequeno, sim, mas com um impacto científico grande.

E como é que perceberam que não era uma das espécies já conhecidas?

A equipa comparou o ADN do animal com o de outros felinos parecidos.

Só assim conseguiu ver que não batia certo com as fotos.

Também não batia certo com os registos de espécies conhecidas.

Portanto, aqui a genética corrigiu uma classificação antiga.

Isso também diz muito sobre o trabalho dos museus e dos centros de conservação, não é?

Diz, porque agora os investigadores também estão mais preocupados com a proteção desta espécie.

Sabem que há ainda muita coisa por descobrir sobre o seu habitat e o seu comportamento.

Obrigado, Miguel.

Países asiáticos procuram rotas pelo Árctico

As rotas comerciais pelo Árctico estão a ganhar importância para alguns países asiáticos.

Agora vamos falar com Ana, a correspondente da LinguaWire para a sociedade.

Obrigada, João. A mudança vem de um problema muito concreto.

Várias rotas marítimas estão sob pressão.

Isso está a levar empresas e governos a procurar alternativas.

E houve já um sinal prático disso, certo?

Sim. No fim de semana, o primeiro navio porta-contentores sul-coreano chegou à Europa pela rota do Árctico.

Atracou em Felixstowe, em Inglaterra.

Foi uma viagem de ida e volta de 45 dias.

Teve partida de Busan.

E passou por Roterdão e Gdansk.

Quarenta e cinco dias é muito tempo, mas é também uma rota nova e arriscada.

O que é que está a empurrar mais países para essa direção?

Há várias coisas ao mesmo tempo.

No Mar Vermelho, a tensão aumentou depois de os rebeldes houthis terem tomado o controlo do estreito de Bab el-Mandeb.

Isso fica no sul do mar.

E no Árctico há menos gelo no fim do verão.

Isso torna a navegação mais possível do que antes.

Ou seja, o clima está a abrir uma porta, mas a geopolítica está a fechar outras.

E outros países também estão a avançar com planos parecidos?

Estão. A Índia diz que planeia a sua primeira viagem de carga pela Rota do Mar do Norte no próximo ano.

E o Japão está a construir o seu primeiro quebra-gelo de investigação do Árctico.

Vai enviá-lo para águas polares já no próximo ano.

Isso mostra uma corrida muito prática.

Quem controla o caminho mais seguro e mais rápido pode ganhar vantagem no comércio.

Exactamente.

E o próprio presidente sul-coreano felicitou a tripulação.

Chamou a viagem uma rota histórica.

Obrigado, Ana.

Vamos rever três palavras que ouviram na reportagem.

Primeira palavra: a equipa.

Quer dizer um grupo de pessoas que trabalha junto. Na reportagem, apareceu em «a equipa comparou o ADN do animal».

Exemplo: A equipa chegou cedo para começar o trabalho.

Segunda palavra: o comportamento.

Quer dizer a maneira como alguém ou um animal age. Na reportagem, apareceu em «sobre o seu habitat e o seu comportamento».

Exemplo: O comportamento do cão mudou depois da mudança de casa.

Terceira palavra: o habitat.

Quer dizer o lugar onde um animal vive normalmente. Na reportagem, apareceu em «sobre o seu habitat e o seu comportamento».

Exemplo: Este animal perdeu parte do seu habitat por causa da estrada.

Vamos agora à gramática.

Usamos estar a + infinitivo para falar de uma ação que está a acontecer agora ou neste período.

Exemplo um: Várias rotas marítimas estão a sofrer pressão.

Exemplo dois: O Japão está a construir o seu primeiro quebra-gelo.

Repete: está a levar empresas e governos a procurar alternativas

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