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How the Iran War Could Cost the US $38 Billion

Hoje falamos do custo elevado da guerra com o Irão para os Estados Unidos e da pressão internacional sobre os planos da Argélia para alargar a pena de morte.

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: os custos da guerra com o Irão e a pena de morte na Argélia.

Tudo o que dizemos hoje está escrito para si, com o vocabulário explicado, em linguawire.com.

A guerra com o Irão já pesa nos EUA

A guerra com o Irão já está a ter um preço muito alto para os Estados Unidos.

Agora vamos falar com Miguel, o correspondente da LinguaWire para a sociedade.

João, claro. O ponto principal é simples. O Gabinete de Orçamento do Congresso estima que a guerra custou pelo menos 38 mil milhões de dólares até ao fim de julho.

É um valor enorme. E esse número inclui o quê, ao certo?

Inclui sobretudo despesas com munições.

E o relatório diz que o custo pode continuar a subir.

Estamos a falar de quanto, mais ou menos?

Cerca de dois a três mil milhões por mês.

Isso acontece se o combate se mantiver.

Portanto, não é só uma conta passada. Há também um efeito que pode continuar.

Exatamente. O gabinete diz ainda que a guerra pode empurrar a inflação para cima.

E isso sente-se logo no dia a dia das famílias, certo?

Sim. Pesa nas famílias americanas através dos preços da comida, da habitação e de outros bens.

Isso faz a ligação entre guerra e vida diária, que às vezes fica escondida nos números.

Fica mesmo. E há outra preocupação importante.

Os Estados Unidos ficaram com menos armas e mísseis em stock.

Menos stock é um problema prático. O relatório diz quanto tempo pode levar a recuperar?

O relatório avisa que reconstruir essas reservas pode demorar meia década ou mais.

Cinco anos ou mais para repor o material? Isso muda a forma como o Pentágono olha para o futuro.

Muda, sim.

Com menos munições disponíveis, a resposta a outro grande conflito pode ficar mais difícil.

E o Pentágono participou nessa análise?

Não. O gabinete diz que o Pentágono não cooperou com o estudo nem forneceu a informação pedida.

Então a avaliação foi feita com que base?

Foi feita sobretudo com base em dados públicos.

E o gabinete diz que se trata de uma estimativa independente.

Obrigado, Miguel.

Argélia sob pressão por plano sobre a pena de morte

Na Argélia, cresce a pressão sobre o plano para alargar a pena de morte depois dos incêndios florestais.

Agora vamos falar com Mariana, a correspondente da LinguaWire para a justiça.

João, obrigada. Aqui o tema é muito sensível.

A Amnistia Internacional pediu à Argélia que abandone os planos para expandir a pena de morte.

E o que está na origem dessa decisão política?

Os incêndios do mês passado.

Morreram pelo menos 12 pessoas e 54 ficaram feridas.

Isso já mostra a gravidade da crise. O presidente disse o quê sobre a lei?

O presidente Abdelmadjid Tebboune pediu que a lei passasse a incluir o fogo posto como crime punido com a morte.

Portanto, a resposta ao desastre pode mudar a lei penal de forma muito dura.

Pode, sim.

Tebboune disse também que quem for condenado pode usar o direito de recurso antes de ser executado.

Mas há quem tema outro uso dessas regras, certo?

Sim. A Amnistia alerta para outro risco.

O governo pode usar estas novas regras contra a oposição política.

Essa é a parte mais delicada, porque a lei não fica só no papel.

Precisamente.

A organização diz que as autoridades já prenderam 20 pessoas entre 26 de julho e 10 de setembro.

E essas detenções estavam ligadas a quê?

Estavam a investigar casos de fogo posto e de subversão.

Subversão é uma acusação muito pesada. E isto acontece num país que não executa ninguém há décadas, certo?

Certo.

A Argélia não faz uma execução há mais de 30 anos.

Então o anúncio não é só uma mudança técnica.

Não é.

É uma mudança com grande peso político e simbólico.

E as organizações de direitos humanos querem outra resposta para estes incêndios?

Querem, sim.

Dizem que o país devia enfrentar as causas de fundo da crise climática e da destruição.

Ou seja, a discussão é também sobre segurança, justiça e poder do Estado.

É exatamente isso.

E o debate agora é sobre até onde pode ir o governo sem transformar uma crise num instrumento de repressão.

Obrigado, Mariana.

Vamos então às palavras de hoje.

Primeiro, três palavras da reportagem sobre a Argélia.

o fogo

Significa chama ou incêndio; na reportagem apareceu em «fogo posto».

Exemplo: O fogo espalhou-se depressa com o vento.

a morte

Significa o fim da vida; na reportagem apareceu em «pena de morte».

Exemplo: A notícia da morte do rei chocou muita gente.

a pena

Significa castigo decidido pela justiça; na reportagem apareceu em «pena de morte».

Exemplo: A pena foi reduzida depois do recurso.

Agora, uma frase útil.

Usamos antes de + infinitivo para falar de algo que acontece primeiro.

me viu, a organização diz que as autoridades já prenderam 20 pessoas antes de serem ouvidas

antes de ser executado

Tebboune disse que quem for condenado pode usar o direito de recurso antes de ser executado.

Ele quis falar antes de sair.

Repete: antes de ser executado

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