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China Pushes Back as AI Raises New Fears

A China rejeita o alarmismo sobre a IA, mas um alto responsável avisa que a tecnologia pode pôr em risco o controlo político. No Reino Unido, uma empresa de á

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: IA na China e um grande reservatório em Oxfordshire.

Tudo o que dizemos hoje está escrito para si, com o vocabulário explicado, em linguawire.com.

China rejeita alarmismo sobre a IA

A disputa sobre inteligência artificial entre Pequim e Washington ficou mais dura esta semana.

Agora vamos falar com Miguel, o correspondente da LinguaWire para os assuntos internacionais.

Obrigado, João. O novo ponto aqui é uma troca de recados muito forte sobre a IA.

Isso mostra como a tecnologia já é também um assunto de poder político.

E o tom de Pequim foi mesmo agressivo. O que é que o governo chinês respondeu?

A resposta veio do ministério dos Negócios Estrangeiros.

Disse que os apelos para travar a indústria chinesa da IA são alarmismo.

E pediu cooperação entre todos os países.

Ou seja, o governo está a tentar passar uma ideia.

Diz que o problema não é a China sozinha.

É antes a forma como o mundo inteiro vai gerir esta tecnologia.

Exactamente.

A mensagem pública foi essa: competição feroz e confronto só atrapalham a governação global da IA.

É uma forma de rejeitar a pressão americana sem admitir fraqueza.

E ao mesmo tempo houve um aviso interno em Pequim, não houve?

Houve, e esse é o lado mais sensível da notícia.

Um alto responsável da segurança do Estado escreveu que a IA pode ameaçar o poder do Partido Comunista chinês.

Isso chama a atenção.

Não é só uma disputa tecnológica.

É também uma preocupação sobre controlo político.

Sim. Chen Yixin escreveu que forças hostis e pessoas com intenções escondidas estão a usar a IA.

Ele falou numa espécie de guerra de propaganda.

E falou também numa guerra de percepção.

Na prática, ele diz que a tecnologia pode servir para atacar a segurança política e ideológica do Estado.

E do lado americano, o que é que desencadeou esta discussão?

Um empresário tecnológico dos Estados Unidos, Dario Amodei, publicou um texto no fim de semana.

Ele defende que o avanço da IA deve abrandar a nível global.

Mas também diz que Washington deve travar o progresso chinês.

Segundo ele, isso ajuda a manter vantagem.

Portanto, há aqui duas ideias em choque.

Cooperação global de um lado.

Contenção estratégica do outro.

É isso.

E Amodei foi ainda mais longe.

Disse que uma vantagem chinesa em IA podia representar um grande perigo para os Estados Unidos.

E também para o mundo.

Segundo ele, a IA pode até ajudar a dominar as democracias, se avançar sem travão.

Isso ajuda a perceber porque é que tantos governos estão a falar de regras, limites e segurança.

Sem dúvida.

A notícia mostra que a IA já não é só sobre produtos, aplicações ou empresas.

É também sobre quem define as regras, quem ganha influência e quem controla o risco.

Obrigado, Miguel.

Plano do grande reservatório muda no Reino Unido

Uma empresa de água no Reino Unido voltou a mexer num projecto enorme e muito contestado.

Agora vamos falar com Mariana, a correspondente da LinguaWire para o ambiente.

Obrigada, João. O novo passo é uma consulta pública sobre o reservatório White Horse, em Oxfordshire.

A empresa já mudou o desenho do projecto.

Mudou o desenho porquê? Parece um detalhe técnico, mas não deve ser pequeno.

Não é pequeno mesmo.

A empresa quer acrescentar pontos de acesso.

Também quer fazer obras de construção.

E quer fazer trabalhos de mitigação ambiental.

E isso inclui o quê, na prática?

Inclui, por exemplo, criar novo habitat.

E também desviar rios e ribeiros locais.

E estamos a falar de um projecto enorme, certo?

Enorme é a palavra certa.

O reservatório está previsto para guardar 150 mil milhões de litros de água.

A área à superfície é de 6,7 quilómetros quadrados.

Quase o tamanho do aeroporto de Gatwick.

Isso ajuda a imaginar a escala.

Mas o que é que a empresa quer provar agora, com esta nova consulta?

Quer mostrar aos reguladores que o projecto ainda deve avançar.

A empresa diz que o reservatório é preciso para servir 15 milhões de pessoas.

Fala de uma região com mais população.

E com clima a mudar.

Ao mesmo tempo, há muita oposição local e muita desconfiança sobre o custo.

Sim. Os críticos dizem que a empresa subestimou o preço.

Também dizem que exagerou a importância estratégica do plano.

O custo estimado subiu muito.

Passou de 2,2 mil milhões de libras para entre 5,5 e 7,5 mil milhões.

Isso é uma subida brutal.

E a consulta termina quando?

Esta nova consulta começou na semana passada.

Deve acabar no próximo mês.

Depois, a empresa quer apresentar o pedido de planeamento no fim de 2026.

E se receber luz verde, quando é que as obras começariam?

Segundo o calendário actual, as obras principais começariam em 2032.

A água só ficaria disponível em 2040.

Portanto, é um projecto de longo prazo.

Foi pensado para um problema que já está a crescer agora.

Percebo.

Também mostra como água, clima e urbanização estão cada vez mais ligados.

Exactamente.

Este caso mostra um dilema muito comum.

A necessidade de mais infraestruturas para garantir água no futuro.

Mas com um custo alto, impacto local e muita discussão pública.

Vamos agora à linguagem de hoje.

Primeiro, três palavras úteis.

Uma palavra é custo.

Significa o dinheiro que algo exige.

Na história, apareceu em «o custo estimado subiu muito».

Exemplo: O custo da obra foi mais alto do que esperávamos.

Outra palavra é consulta.

Significa um processo em que pessoas dão opinião ou fazem perguntas.

Na história, apareceu em «uma consulta pública».

Exemplo: A consulta pública termina no fim do mês.

A terceira palavra é água.

Significa o líquido que bebemos e usamos todos os dias.

Na história, apareceu em «garantir água no futuro».

Exemplo: Precisamos de mais água nos dias quentes.

Agora, uma estrutura muito comum.

Usamos estar a + infinitivo para falar de uma ação que está a acontecer agora.

No presente, dizemos: eu estou a trabalhar; tu estás a trabalhar; ele/ela está a trabalhar; nós estamos a trabalhar; vocês estão a trabalhar; eles/elas estão a trabalhar.

Exemplo: Eles estão a construir o reservatório.

Exemplo: Nós estamos a ouvir a consulta com atenção.

Repete: estão a usar a IA.

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