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Can the Strait of Hormuz Stay Open?

Um ataque perto do estreito de Ormuz aumenta a tensão no mar. Em Deli, o Brics tenta mostrar força, mas continua dividido.

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: o estreito de Ormuz e o encontro do Brics em Deli.

Se quiser ler enquanto ouve, a transcrição completa e o vocabulário explicado estão em linguawire.com.

Ataque perto de Ormuz aumenta a tensão no mar

Um navio iraniano foi atingido perto de Ormuz. A tensão no mar voltou a subir.

Agora vamos falar com Beatriz, a correspondente da LinguaWire para a sociedade.

Obrigada, João. No domingo, houve um ataque perto do estreito de Ormuz.

Segundo a imprensa estatal iraniana, um navio comercial foi atingido.

As mesmas fontes disseram que uma pessoa morreu.

Disseram também que três ficaram feridas.

E há uma diferença nos números, não há?

Há, sim.

Noutro relato, falava-se em quatro feridos.

Por isso, a informação ainda não está totalmente fechada.

O local também explica porque isto chama tanta atenção?

Explica, sim.

Ormuz é uma passagem estreita.

Por ali passa muito do petróleo da região.

E os Houthis avançaram noutra passagem marítima, certo?

Certo.

Nos últimos dias, o grupo apoiado pelo Irão expandiu o controlo sobre Bab el-Mandeb.

Isso torna mais fácil apertar a saída do petróleo saudita.

Portanto, são dois pontos diferentes, mas a mesma pressão sobre o transporte.

Exatamente.

Quanto mais insegura fica a rota, mais difícil é mover petróleo.

E mais nervosos ficam os governos da zona.

Houve também resposta no terreno, não houve?

Houve.

As forças do governo do Iémen, apoiadas pela Arábia Saudita, disseram que atacaram Mokha.

A cidade estava nas mãos dos Houthis.

Segundo o porta-voz, armas e veículos foram destruídos.

Também foram mortos combatentes Houthi.

Isto parece uma escalada em cadeia.

E a diplomacia também ficou travada?

Ficou.

O governo iraniano queria informar países vizinhos sobre a sua gestão do tráfego marítimo.

Mas essa reunião foi adiada depois do ataque.

Ou seja, a crise no mar também trava conversas políticas.

Obrigado, Beatriz.

Guerra no Irão expõe divisões no Brics

No Brics, a guerra no Irão aproxima líderes. Também expõe diferenças profundas.

Agora vamos falar com Pedro, o correspondente da LinguaWire para a sociedade.

Obrigado, João. O encontro deste fim de semana em Deli juntou líderes muito poderosos.

Eles estavam à volta de uma grande mesa circular.

E qual foi a mensagem de Narendra Modi?

Foi clara.

Ele disse que estes países devem ser mais “rule-shapers” do que “rule-takers”.

Em português simples, não devem só aceitar regras feitas por outros.

Também querem ajudar a fazê-las.

Mas o grupo não é uma equipa natural, pois não?

Não, não é.

Há tensões antigas entre vários membros.

A Índia e a China tiveram um confronto mortal na fronteira disputada em 2020.

E o Irão e os Emirados Árabes Unidos também têm lados diferentes noutros conflitos?

Têm, sim.

Estiveram em lados opostos da guerra no Médio Oriente.

Por isso, o facto de estarem todos na mesma sala já chama atenção.

Então o encontro mostra força diplomática, mas também limites.

Mostra as duas coisas.

A Índia conseguiu reunir líderes que nem sempre concordam entre si.

Mas estar juntos não quer dizer pensar da mesma forma.

E o que quer o Brics, neste momento?

Para países como a China, a Rússia e o Irão, o grupo reduz a influência dos Estados Unidos e da Europa ocidental.

Mas a Índia quer manter uma posição mais cuidadosa.

Modi disse que o Brics “não é contra ninguém”.

Essa frase é importante, porque deixa portas abertas.

Exatamente.

A Índia quer falar com vários lados ao mesmo tempo.

Isso ajuda num mundo mais dividido.

Mas também cria atritos dentro do próprio grupo.

Houve pelo menos um resultado concreto?

Houve uma declaração conjunta.

Isso é relevante, porque reuniões anteriores entre ministros tinham falhado.

Desta vez, houve consenso.

Mas com poucas soluções reais.

E com vários temas difíceis deixados de lado.

Obrigado, Pedro.

Vamos passar agora para a língua.

o estreito

Significa uma passagem de água muito apertada. Na história, apareceu em «o estreito de Ormuz». Exemplo novo: O barco passou por um estreito muito perigoso.

a declaração

Significa um texto ou uma fala oficial com uma posição comum. Na reportagem, apareceu em «houve uma declaração conjunta». Exemplo novo: Os ministros publicaram uma declaração no fim da reunião.

adiar

Significa deixar para mais tarde. Na história, apareceu em «essa reunião foi adiada». Exemplo novo: Eles tiveram de adiar a viagem por causa da chuva.

não é contra ninguém

Usamos não antes do verbo para dizer que algo não acontece ou não é verdade.

O grupo não quer um confronto directo.

A reunião não terminou com soluções fáceis.

Repete: não é contra ninguém

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