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Why Brent crude prices are rising again

O petróleo voltou a subir por causa da tensão no Estreito de Ormuz. Em Marrocos, Fouzi Lekjaa entrou na política e levantou questões sobre as próximas eleiçõe

A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.

Hoje temos duas histórias: a subida do preço do petróleo e a possível entrada de Fouzi Lekjaa na política.

Para te ajudar a entender este episódio, em linguawire.com encontras as transcrições, as traduções para inglês e o vocabulário explicado.

O petróleo sobe com a tensão em Ormuz

O petróleo voltou a subir, e a incerteza no Estreito de Ormuz está a pressionar os mercados.

Agora vamos falar com Ana, a correspondente da LinguaWire para economia.

O preço do Brent subiu mais de 1% na segunda-feira.

Isto aconteceu depois de novas exigências do Irão.

Essas exigências lançaram dúvidas sobre uma possível reabertura do Estreito de Ormuz.

Portanto, não é só uma subida pequena. Há receio de que a situação continue bloqueada.

Exatamente. O mercado está a reagir à falta de avanços concretos.

Segundo analistas, cada dia sem progresso torna os investidores um pouco mais cautelosos.

E o que é que Teerão está a pedir, de forma tão firme?

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão disse que o estreito não vai reabrir.

Isso só aconteceria se Washington aceitasse certas condições.

Entre elas estão o alívio das sanções e o pagamento de reparações de guerra.

Isso ajuda a perceber porque é que os preços continuam com um prémio de risco.

Sim, porque o estreito é uma passagem muito importante para o transporte de petróleo.

Antes da guerra, passava ali cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo.

E agora o fluxo está muito longe do normal, certo?

Muito longe.

A plataforma MarineTraffic indicou que, nos dias 4, 5 e 6 de agosto, passaram de oito a 15 navios por dia.

Antes do conflito, eram cerca de 130 passagens.

Essa diferença é enorme. E houve também um novo incidente na zona?

Sim. Os Emirados Árabes Unidos condenaram Teerão.

Disseram que foi um ataque com míssil a um navio ligado à Abu Dhabi National Oil Company.

Ou seja, o risco já não é apenas teórico. Está ligado a navios concretos.

E isso traz ainda mais tensão para a região.

É isso mesmo.

E a Organização Marítima Internacional diz que, desde o início da guerra, houve pelo menos 64 incidentes violentos.

Houve também 17 mortes envolvendo navios comerciais na região.

Mesmo assim, as bolsas asiáticas subiram. Isso surpreende um pouco.

Subiram, sim.

No Japão, na Coreia do Sul e em Hong Kong, os principais índices fecharam em alta na manhã de segunda-feira.

Mas isso não quer dizer que o mercado esteja calmo.

Quer dizer apenas que os investidores estão a separar as ações da energia.

Então a mensagem principal é esta: o petróleo sobe porque a paz no estreito ainda não chegou.

Exatamente.

E, mesmo que haja um acordo, alguns analistas dizem que ele pode ser frágil.

Isso pode limitar a descida dos preços.

Lekjaa entra na política marroquina

Em Marrocos, uma entrada na política está a gerar debate muito para lá dos partidos.

Agora vamos falar com Pedro, o correspondente da LinguaWire para política.

A grande notícia é a decisão de Fouzi Lekjaa de se juntar ao Partido Autenticidade e Modernidade.

O partido é conhecido como PAM.

Isto aconteceu pouco antes das eleições parlamentares de 23 de setembro.

Ele já era uma figura muito visível, mas agora o passo ganha outro peso.

Ganha, porque Lekjaa não vem da política eleitoral tradicional.

É ministro delegado do Orçamento.

Também é presidente da federação marroquina de futebol.

E essas perguntas são sobre o quê: legalidade, imagem pública, ou o futuro do governo?

Sobre tudo isso.

Um investigador citado na peça disse que qualquer cidadão pode entrar num partido.

Segundo a Constituição de 2011, isso é possível.

Ou seja, a lei pode permitir, mas o peso político é outro.

Exatamente.

E o momento também conta.

O governo que sair destas eleições vai preparar a organização do Mundial de 2030.

Marrocos vai coorganizar esse torneio com Espanha e Portugal.

Isso explica porque é que tanta gente fala num “governo do Mundial”.

Sim.

A ideia é que o próximo executivo seja julgado não só pela economia.

Também pela capacidade de entregar obras, transportes e turismo para esse torneio.

E Lekjaa já é conhecido por esse tipo de trabalho?

É.

Como ministro do Orçamento, ficou ligado a projetos grandes de infraestruturas e investimento.

Ao mesmo tempo, a sua imagem também cresceu com a subida do futebol marroquino.

A campanha do país no Mundial de 2022 também teve peso nessa imagem, certo?

Teve muito peso.

A ida dos Atlas Lions às meias-finais deu grande visibilidade internacional a Marrocos.

E reforçou a ideia de eficácia institucional.

Mas há quem veja isso com alguma preocupação.

Há, sim.

O investigador citado diz que os partidos devem formar novos líderes.

Também devem criar espaço para participação política.

Quando recrutam figuras muito conhecidas fora da política, podem estar a falhar nessa missão.

E os eleitores marroquinos estão atentos a isso?

Estão, e de forma mais crítica.

A participação nas legislativas de 2021 passou os 50%.

Mas quase metade dos eleitores ficou em casa.

Muitos analistas dizem que isso mostra desconfiança nos partidos.

Sobretudo entre jovens que se exprimem mais nas redes sociais.

Também em protestos sobre emprego, custo de vida e serviços públicos.

Portanto, o debate não é só sobre um homem.

É sobre como se faz política hoje.

Exatamente.

A entrada de Lekjaa mostra uma política mais centrada em pessoas.

Também em desempenho e em imagem pública.

E não apenas em ideologia.

Na primeira história, vamos rever três palavras ligadas ao petróleo e ao comércio marítimo.

Primeira palavra: o estreito. Um estreito é uma passagem de mar estreita entre duas terras. No episódio, falámos do Estreito de Ormuz. Exemplo: O navio atravessou o estreito durante a noite.

Segunda palavra: a sanção. Uma sanção é uma medida de pressão contra um país, uma empresa ou uma pessoa. Na história, falámos do alívio das sanções pedido pelo Irão. Exemplo: O governo anunciou novas sanções contra a empresa.

Terceira palavra: o navio. Um navio é uma grande embarcação que transporta pessoas ou carga. Na história, falámos de navios comerciais na região. Exemplo: O navio chegou ao porto ao fim da tarde.

Agora a gramática: estar a + infinitivo.

Usamos esta estrutura para falar de uma ação que está a acontecer agora ou de uma situação em progresso.

Exemplo 1: O preço do Brent está a subir.

Exemplo 2: O Governo está a preparar as eleições.

Repite: está a subir.

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