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Um rover em Marte está perto de fazer história, e um tufão forte já causou cortes de energia e cancelamentos no Japão.
A current Portuguese news story adapted for language learners at B1, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.
Bem-vindos ao LinguaWire Português B1.
Hoje trazemos duas histórias: um veículo autónomo em Marte e a passagem de um tufão pelo Japão e pela China.
Para o ajudar a entender este episódio, em linguawire.com encontra as transcrições, as traduções para inglês e o vocabulário explicado.
Marte está a escrever uma nova página na exploração espacial.
Agora vamos falar com Ana, a correspondente da LinguaWire para tecnologia.
O rover Perseverance está prestes a bater um recorde: vai tornar-se o veículo que percorreu mais distância noutro mundo.
Já passou dos 45 quilómetros em Marte, o que é impressionante. Como é que chegou lá tão depressa?
A grande diferença está no sistema de navegação autónoma. Cerca de 90% do percurso foi feito sozinho, sem controlo direto constante a partir da Terra.
Portanto, não é só uma questão de resistência mecânica. Há também um grande salto no software a bordo.
Exatamente. O rover usa câmaras para ver o terreno. Um computador a bordo escolhe o caminho mais seguro.
Isso lembra os carros autónomos na Terra, mas em Marte o cenário é muito mais difícil, não é?
É. Há pedras grandes, zonas de areia e encostas que podem ser perigosas. Ao mesmo tempo, Marte tem uma vantagem curiosa: não há trânsito nem outros veículos a atrapalhar.
E o rover anterior, o Curiosity, não tinha a mesma capacidade?
Tinha alguma dessa tecnologia, mas o computador era mais antigo. A equipa disse que a velocidade era lenta. Assim, só cerca de 10% era autónoma.
Ou seja, a diferença não está só no desenho do veículo, mas também na geração da máquina lá dentro.
Sim, e isso mostra como a autonomia está a mudar a forma de explorar outros planetas. Com decisões mais rápidas, um rover pode avançar mais e parar menos.
E esse avanço tem impacto prático: mais distância, mais terreno visto, mais dados para os cientistas.
Precisamente. Aqui, a tecnologia não é só um detalhe. Ela permite que a missão renda muito mais em menos tempo.
Agora, uma história de tempo severo no leste da Ásia.
Agora vamos falar com Pedro, o correspondente da LinguaWire para atualidade.
O tufão Dolphin atingiu Okinawa, no Japão, e deixou pelo menos 44 mil edifícios sem eletricidade.
Esse número é muito alto. Houve também feridos?
Sim, pelo menos cinco pessoas ficaram feridas, embora as autoridades digam que as lesões não foram graves. Três delas caíram por causa dos ventos fortes.
E o impacto no dia a dia foi imediato, pelo que parece.
Foi. O aeroporto principal de Okinawa fechou na sexta-feira e houve cancelamentos de voos de ida e volta. Além disso, a agência meteorológica japonesa classificou o tufão como “muito forte”.
Quando um aviso assim chega, a rotina muda depressa. O que mais se sabe sobre a força da tempestade?
No sábado, os ventos máximos chegaram aos 162 quilómetros por hora. As autoridades também avisaram sobre ondas altas, vaga de tempestade e trovoadas.
E a situação não termina no Japão, porque o tufão continua o caminho para a China.
Exatamente. A expectativa é que atinja a costa leste chinesa no fim de domingo ou no início de segunda-feira. Em resposta, as autoridades fecharam portos e escolas em algumas zonas.
Portanto, a preparação já começou antes da chegada. Isso mostra bem como estes sistemas obrigam a agir cedo.
Sim. Em Zhejiang, o aeroporto de Ningbo Lishe disse que ia parar as operações e suspender todos os voos de domingo. O nível máximo de alerta costeiro também foi levantado.
E houve sinais visíveis da passagem do tufão em Okinawa?
Segundo relatos locais, o vento derrubou árvores. Até um carro foi encontrado virado e com fuga de óleo num parque de estacionamento. É um retrato claro do estrago de um tufão em poucas horas.
Fica claro que não se trata só de chuva forte. O vento e o corte de energia são parte da mesma crise.
Exatamente. E, nesta altura do ano, estas tempestades no Pacífico ocidental podem ganhar força rapidamente, por isso a vigilância continua alta.
Vamos rever primeiro palavras de tecnologia.
A primeira é a autonomia: significa a capacidade de funcionar sozinho, sem ajuda constante.
No episódio, a autonomia apareceu na navegação do rover.
Exemplo: A autonomia de um autocarro pode ajudar em rotas longas.
A segunda é o processamento: é a forma como um computador trata informação.
No episódio, o computador do rover precisava de processamento rápido para escolher o caminho.
Exemplo: O processamento das imagens demorou alguns segundos.
A terceira é o terreno: é a superfície de um lugar, mais lisa ou mais difícil de atravessar.
No episódio, o rover lia o terreno para evitar riscos.
Exemplo: O terreno estava molhado depois da chuva.
Agora a gramática: estar a + infinitivo.
Usamos esta estrutura para falar de uma ação que está a acontecer agora ou de uma ação em progresso.
Exemplo 1: O rover está a usar câmaras para ler o terreno.
Exemplo 2: As autoridades estão a preparar a chegada do tufão.
Repete: está a usar.
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