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Uma carta dos Estados Unidos procura abrir caminho para novas conversações com o Irão. Ao mesmo tempo, novos dados mostram que a economia norte-americana cres
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Bem-vindos ao LinguaWire.
Hoje falamos de uma carta dos Estados Unidos ao Irão e dos novos dados sobre a economia norte-americana.
Tudo o que dizemos hoje está escrito para si, com o vocabulário explicado, em linguawire.com.
A primeira história é sobre uma nova tentativa de diálogo entre os Estados Unidos e o Irão.
O nosso correspondente do LinguaWire para assuntos internacionais, Rafael, tem acompanhado as negociações.
Olá, João. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, enviou uma carta ao Irão para tentar recomeçar a diplomacia.
A quem foi enviada a carta?
Foi enviada no domingo a Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão. A carta foi preparada depois de uma mediação feita sobretudo pelo Qatar.
E o que pede Washington a Teerão?
Os Estados Unidos querem que o Irão aceite compromissos sobre o programa nuclear logo no início do processo. Em troca, Washington oferece alívio das sanções.
Há também uma condição sobre o estreito de Ormuz.
Sim. A proposta prevê a abertura do estreito de Ormuz no prazo de sete dias. Essa abertura estaria ligada ao início deste novo processo diplomático.
O Irão já respondeu?
A resposta é esperada em breve. Mas Teerão não quer dar compromissos definitivos antes de receber medidas americanas que não possam ser anuladas mais tarde.
Que compromissos concretos querem os Estados Unidos?
Washington quer medidas específicas sobre as reservas iranianas de urânio muito enriquecido. Uma hipótese seria enviar essas reservas para um terceiro país.
Porque é que o Irão não aceita facilmente essa ideia?
O Irão quer manter força nas negociações. Teerão teme, por exemplo, que os Estados Unidos aliviem as sanções sobre as exportações de petróleo e depois voltem a aplicá-las.
Foi discutida uma forma de criar confiança entre os dois lados?
Sim. Fala-se numa garantia de um terceiro país, para assegurar que os dois lados cumprem os seus compromissos. A China é muitas vezes vista como o único país com peso suficiente para dar essa garantia.
E qual é a proposta do Irão para as suas reservas de urânio?
O Irão propôs reduzir o nível de enriquecimento do urânio. Assim, o material deixaria de poder ser usado para fazer uma arma nuclear.
Teerão aceita o regresso dos inspetores nucleares das Nações Unidas?
Não parece aceitar. O Irão receia que os inspetores possam dar aos Estados Unidos informações sobre o local e o estado das reservas.
Portanto, a resposta iraniana será muito importante.
Será decisiva. O regresso de JD Vance às negociações mostra que os Estados Unidos ainda não abandonaram a diplomacia. Agora, a resposta do Irão pode abrir caminho para novas conversações ou aumentar a tensão.
Obrigado, Rafael.
A segunda história é sobre o crescimento da economia dos Estados Unidos antes das eleições intercalares.
A nossa correspondente do LinguaWire para economia, Beatriz, acompanha os novos dados económicos.
Olá, João. A economia dos Estados Unidos cresceu mais depressa no verão do que na primavera.
Que dados foram divulgados?
O produto interno bruto, ou PIB, cresceu a um ritmo anual de 3,4% entre julho e setembro. O PIB mede, de forma geral, a atividade económica de um país.
E qual tinha sido o crescimento no trimestre anterior?
Entre abril e junho, o PIB cresceu a um ritmo anual de 2,2%. Os novos números mostram, por isso, um crescimento mais rápido.
O que ajudou a economia a crescer?
O consumo das famílias foi um dos principais fatores. Os investimentos de empresas de inteligência artificial também contribuíram muito.
Em que estão a investir essas empresas?
Estão a construir centros de dados e a gastar muito dinheiro no desenvolvimento da inteligência artificial. Estes investimentos ajudaram o PIB no terceiro trimestre.
Estes bons resultados são sentidos por todas as famílias?
Não. O consumo cresceu, mas não da mesma forma para todos. As famílias com rendimentos mais baixos têm mais dificuldades do que as pessoas com salários elevados.
Qual é o principal problema para essas famílias?
A inflação continua elevada e aumenta os preços de muitos bens do dia a dia. Além disso, os salários cresceram menos do que a inflação, o que reduz o poder de compra.
Há números recentes sobre a subida dos preços?
Sim. Em setembro, os preços subiram 3,6% em comparação com setembro do ano anterior. Este valor está acima do objetivo de 2% da Reserva Federal, o banco central dos Estados Unidos.
E as famílias conseguem poupar?
A taxa de poupança pessoal foi de 3,8% em setembro. Em agosto, tinha sido de 4,1%. Muitas famílias têm de controlar os gastos e vivem de salário em salário.
Os custos da energia também preocupam as pessoas?
Sim. O conflito com o Irão aumentou os custos da energia, incluindo o preço da gasolina. Isto torna a vida diária ainda mais cara para muitas pessoas.
O banco central tomou uma decisão sobre as taxas de juro?
Na quarta-feira, decidiu não aumentar as taxas de juro. Mas os novos dados sobre os preços aumentam a pressão para uma subida na reunião de dezembro.
Obrigado, Beatriz.
Parte um: palavras úteis.
O consumo.
É aquilo que as pessoas compram e usam; na história, “O consumo das famílias foi um dos principais fatores.”
O consumo de fruta é importante.
A poupança.
É o dinheiro que guardamos; na história, “A taxa de poupança pessoal foi de 3,8% em setembro.”
Faço poupança todos os meses.
Os gastos.
São o dinheiro que gastamos; na história, “Muitas famílias têm de controlar os gastos e vivem de salário em salário.”
Os meus gastos são baixos este mês.
Parte dois: a gramática.
Pronomes de objeto direto com o infinitivo: “Teerão teme, por exemplo, que os Estados Unidos aliviem as sanções sobre as exportações de petróleo e depois voltem a aplicá-las.”
Usamos -las para substituir «as sanções». Depois de um infinitivo terminado em -r, o pronome liga-se com hífen e o r desaparece: aplicar passa a aplicá-las.
Na história, “Teerão teme, por exemplo, que os Estados Unidos aliviem as sanções sobre as exportações de petróleo e depois voltem a aplicá-las.”
Vou comprar as maçãs e comê-las em casa.
Repete: Teerão teme, por exemplo, que os Estados Unidos aliviem as sanções sobre as exportações de petróleo e depois voltem a aplicá-las.
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