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Why Iran's Nuclear Chief Could Not Attend the Vienna Meeting

Hoje falamos de um bloqueio em Viena e de uma nova parceria nuclear entre a Finlândia e a França.

A current Portuguese news story adapted for language learners at A2, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.

Bem-vindos ao LinguaWire Português A2.

Hoje temos duas histórias: Viena e a nova aliança nuclear da Finlândia.

Para o ajudar a entender este episódio, em linguawire.com encontra as transcrições. Há também traduções para inglês. E vocabulário explicado.

Irão impede chefe nuclear de ir a Viena

O chefe nuclear do Irão não pôde ir a Viena.

Agora vamos falar com Rafael, o correspondente da LinguaWire para os assuntos internacionais.

Obrigado, João. O caso aconteceu esta semana.

Foi em Viena.

Foi na reunião anual da Agência Internacional de Energia Atómica.

E o nome que está no centro disto é Mohammad Eslami, certo?

Sim. Ele é o chefe da organização nuclear do Irão.

Também lidera a delegação.

Essa delegação devia ir à conferência.

Então ele tinha planos para entrar no país?

O que mudou no último momento?

A viagem foi cancelada.

A Áustria revogou o visto dele.

E como é que Teerão explicou essa mudança?

Autoridades iranianas disseram que o visto tinha sido aprovado no início.

Depois, a decisão foi retirada.

Isso impediu a ida de Eslami.

Também impediu a ida da equipa que o acompanhava.

Então o Irão vê isto como uma decisão política?

Vê, claramente.

O embaixador iraniano na agência disse à delegação.

Disse que isto viola os direitos do Irão.

Disse também que o Irão é um Estado membro.

Falou ainda de «obstrução».

Isso soa muito duro para uma reunião diplomática.

É, e mostra a tensão.

O Irão acusa os Estados Unidos de pressionarem a Áustria.

E o que, segundo Teerão, Washington queria fazer?

Queria travar a presença de Eslami na conferência.

Segundo Teerão, era isso.

Houve também uma referência às sanções da ONU, não houve?

Houve.

O Conselho de Segurança rejeitou uma dispensa.

Essa dispensa estava ligada ao mecanismo de “snapback”.

E o que significa isso, na prática?

Significa que alguns países devem impedir a entrada.

A entrada de certos responsáveis iranianos.

É uma regra ligada às sanções.

Então não foi só uma questão de visto.

Também foi uma questão de regras internacionais.

Exatamente.

Para o Irão, a decisão foi ilegal e injusta.

Para os países que aplicam as sanções, o nome de Eslami está ligado.

Está ligado ao programa nuclear.

Também está ligado ao programa de mísseis balísticos.

E o que pode acontecer agora?

A conferência continua, mas sem ele.

E o caso pode aumentar a pressão diplomática entre Teerão, Viena e Washington.

Obrigado, Rafael.

Finlândia reforça segurança com apoio francês

A Finlândia aproxima-se do guarda-chuva nuclear francês.

Agora vamos falar com Beatriz, a correspondente da LinguaWire para os assuntos internacionais.

Obrigada, João. A Finlândia decidiu juntar-se à Iniciativa de Dissuassão Avançada da França.

O anúncio fez parte de uma nova parceria estratégica.

Foi entre Helsínquia e Paris.

Isso é um passo novo e muito concreto.

É mesmo.

Os ministros dos Negócios Estrangeiros dos dois países formalizaram essa parceria na segunda-feira.

E o que muda com esta decisão?

Muda a cooperação militar.

Sobretudo na área nuclear.

A França passa a alargar a sua cobertura de dissuasão a onze países europeus.

Onze países já estão neste grupo?

Sim.

A Finlândia passa a ser o décimo país europeu a aderir à iniciativa francesa.

Isso mostra uma preocupação maior com a segurança na Europa.

Imagino que a guerra na Ucrânia pese aqui, e a relação com os Estados Unidos também.

Pesam, sim.

Os governos europeus olham para a Rússia como uma ameaça crescente.

Ao mesmo tempo, há dúvidas sobre o compromisso dos Estados Unidos.

Essas dúvidas são sobre a defesa do continente.

Portanto, a Finlândia está a procurar mais garantias, sem sair da NATO.

Exactamente.

O presidente finlandês, Alexander Stubb, disse que isto não substitui.

Não substitui a dissuasão nuclear da NATO.

Ele afirmou também que o assunto foi discutido com atenção com os Estados Unidos.

E com a aliança.

E há passos práticos a seguir?

Há.

Nos próximos meses, vai ser criado um grupo de coordenação nuclear.

Esse grupo deve começar a pôr em prática a cooperação entre os dois países.

E a Finlândia vai receber armas nucleares no seu território?

Segundo Stubb, não.

A Finlândia não quer armas nucleares estacionadas em tempo de paz.

Mas quer reforçar a sua posição.

Isso já é uma mudança importante.

Fica claro que Helsínquia está a ajustar a sua segurança.

Sim, e esse ajuste é parte de uma conversa maior na Europa.

É uma conversa sobre defesa e confiança.

Obrigado, Beatriz.

Vamos rever umas palavras úteis deste episódio.

Na história de hoje, três palavras úteis foram: visto, reunião e equipa.

visto

Significa a autorização para entrar num país.

Exemplo: Preciso de renovar o meu visto antes da viagem.

reunião

Significa encontro de trabalho ou de grupo.

Exemplo: A reunião começa às nove da manhã.

equipa

Significa grupo de pessoas que trabalha junto.

Exemplo: A equipa ficou a trabalhar até tarde.

Ir a Viena

Usamos a preposição a com alguns verbos de movimento.

Ela mostra para onde alguém se desloca.

Exemplo 1: «O chefe nuclear do Irão não pôde ir a Viena.»

Exemplo 2: Amanhã vamos a Lisboa para uma reunião.

Repete: ir a Viena

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