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Uma loja de segunda mão usa IA para marcar preços. No Novo México, um tribunal mandou a Meta pagar 567 milhões de dólares e mudar regras para proteger jovens.
A current Portuguese news story adapted for language learners at A2, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.
Bem-vindos ao LinguaWire Português A2.
Hoje temos duas histórias: tecnologia em lojas usadas e redes sociais.
Em linguawire.com tens transcrições, traduções para inglês e vocabulário explicado.
A nova ferramenta de IA nas lojas de segunda mão.
Agora vamos falar com Beatriz, a correspondente da LinguaWire para economia.
A Savers Value Village vai usar IA para pôr preços.
A ideia é tornar os preços mais fáceis e iguais.
A empresa diz que a ferramenta chama-se ThriftIQ. Reduz o trabalho de marcar preços.
Começa sobretudo com roupa de homem e de mulher.
E isso já está a acontecer em lojas reais, não é?
Sim. A empresa diz que a ferramenta já foi testada em 58 lojas.
Nessas lojas, já ajudou a marcar preços a mais de 25 milhões de artigos.
Esse número é enorme. E a empresa quer expandir o sistema?
Quer. Diz que esse número deve duplicar até ao fim do ano.
Quer levar a plataforma para mais lojas nos EUA e Canadá até 2028.
Mas as lojas ainda vão precisar de pessoas, certo?
Não, segundo o diretor executivo, Mark Walsh.
Ele disse que a ideia não é acabar com o trabalho manual.
A ideia é tornar os trabalhadores mais produtivos.
Portanto, a tecnologia entra, mas as pessoas continuam no centro.
Sim, e a empresa liga isto a outra mudança importante.
As lojas de segunda mão estão a crescer. Muitas pessoas querem preços mais baixos.
Também há um lado financeiro aqui, certo?
Há. A empresa disse que as vendas líquidas totais subiram 7,4%. Chegaram a 448,2 milhões de dólares.
Também disse que o lucro líquido foi de 21,6 milhões de dólares.
Isso mostra que o negócio está a mudar com mais tecnologia e mais procura.
Sim, e a empresa quer preços mais previsíveis para os clientes.
Ao mesmo tempo, quer manter os preços médios iguais ou mais baixos.
A decisão do tribunal no Novo México contra a Meta.
Agora vamos falar com Rafael, o correspondente da LinguaWire para justiça.
Um juiz no Novo México ordenou que a Meta pague 567 milhões de dólares.
E esta decisão não é só sobre dinheiro, pois não?
Não. O juiz também mandou mudar as plataformas para os jovens no estado.
Estamos a falar do Facebook e do Instagram.
Qual foi a base desta decisão?
O tribunal concluiu que a empresa é responsável por danos na saúde mental de crianças.
Esta fase do processo aconteceu depois de outra decisão em março.
Em março, o júri já tinha dado razão ao estado num ponto importante.
Sim. O júri considerou que a Meta violou a lei de proteção do consumidor.
Disse que a empresa apresentou mal a segurança das redes para jovens.
E o dinheiro desta nova ordem vai para onde?
A maior parte, 420 milhões de dólares, vai para serviços de tratamento para jovens.
O resto vai para campanhas de sensibilização, prevenção e despistagem.
Houve também mudanças práticas impostas às plataformas?
Sim. O juiz ordenou ecrãs com informação clara sobre proteção e boas práticas.
Também quer melhor verificação da idade e mais proteção contra conteúdos e contactos inadequados.
Isso pode mudar o aspeto das plataformas para muita gente.
Pode, sim. A empresa disse que vai recorrer da decisão.
Também disse que continua a tentar remover conteúdos prejudiciais.
Então o caso ainda não acabou.
Não. É um processo muito seguido nos Estados Unidos.
Outros estados e escolas estão atentos, porque podem tentar casos parecidos.
Hoje, na parte do vocabulário, vamos olhar para três palavras da primeira história.
A primeira é o preço.
O preço é o valor que pagamos por algo.
Na história, falou-se de pôr preços nos artigos.
Exemplo: O preço desta camisa é baixo.
A segunda é a loja.
A loja é o lugar onde compramos e vendemos coisas.
Na história, as lojas de segunda mão usavam a nova ferramenta.
Exemplo: A loja fecha às oito da noite.
A terceira é o artigo.
O artigo é cada coisa individual que está à venda.
Na história, a empresa disse que já marcou preços a milhões de artigos.
Exemplo: Este artigo já não está disponível.
Agora a gramática: estar a + infinitivo.
Usamos esta forma para falar de uma ação que está a acontecer agora.
Exemplo 1: As lojas estão a usar uma nova ferramenta.
Exemplo 2: As pessoas estão a procurar preços mais baixos.
Repite: estamos a usar uma nova ferramenta.
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