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A União Europeia elogiou a resposta de Espanha em Ceuta, e os incêndios em França mostraram velhas munições escondidas numa aldeia.
A current Portuguese news story adapted for language learners at A2, with audio, transcript, vocabulary and comprehension work.
Bem-vindos ao LinguaWire Português A2.
Hoje temos duas histórias: a crise migratória em Ceuta e os incêndios em França.
Para te ajudar, vê as transcrições, traduções e vocabulário em linguawire.com.
A União Europeia elogiou a resposta de Espanha em Ceuta.
Agora vamos falar com Rafael, o correspondente da LinguaWire para sociedade.
A reunião dos ministros do interior da União Europeia aconteceu na terça-feira.
No centro da conversa esteve Ceuta, no norte de África.
No fim de julho, cerca de 72 mil migrantes entraram nesse território espanhol.
Segundo o ministro espanhol do Interior, cerca de 70 mil já voltaram a Marrocos.
É um número enorme. E a situação foi mesmo tão rápida assim?
Foi muito rápida, sim.
A União Europeia falou numa resposta “rápida” de Espanha.
Isso veio depois de alguns países terem mostrado preocupação.
Itália, por exemplo, descreveu as imagens de Ceuta como chocantes.
Então havia apoio, mas também tensão entre governos.
E o que disse Bruxelas sobre a chegada destas pessoas?
O responsável irlandês disse que a Europa precisava de resposta unida.
Ele disse também que a migração exige solidariedade entre os Estados-membros.
A ideia foi clara: este problema não fica só num país.
Quando há pressão numa fronteira, a decisão de um país afeta outros.
Isso ajuda a perceber porque é que a reunião foi tão sensível.
Houve também mortes, certo?
Sim. Pelo menos 75 pessoas morreram do lado espanhol da fronteira.
Em Marrocos, foram reportadas 11 mortes.
E a crise também levou a medidas políticas.
A Itália suspendeu o acordo de Schengen com Espanha, em termos práticos para voos.
Ou seja, menos liberdade de circulação entre os dois países.
Isso parece mais um sinal político do que uma solução real.
Exatamente.
Como Espanha e Itália não têm fronteira, a medida afeta sobretudo passageiros nos aeroportos.
Mas o gesto mostra desconfiança e pressão dentro da União Europeia.
E também mostra como a migração continua a dividir os governos.
Portanto, a resposta espanhola foi elogiada, mas a crise deixou marcas políticas fortes.
Sim, e a discussão sobre fronteiras e migração vai continuar.
Os incêndios em França descobriram velhas munições numa aldeia.
Agora vamos falar com Ana, a correspondente da LinguaWire para atualidade.
Foi uma descoberta estranha e perigosa ao mesmo tempo.
No sul de França, os incêndios revelaram um esconderijo com 400 projéteis e munições antigas.
A zona é Le Porge, e as autoridades locais falaram disso depois dos fogos.
No início, pensou-se que as explosões fossem garrafas de gás a rebentar.
Mas afinal podia ser outra coisa, mais antiga e mais séria.
O que é que os bombeiros disseram sobre essas explosões?
O comandante local disse que o calor pode ter detonado explosivos da Segunda Guerra Mundial.
Houve mais de cem explosões na segunda noite do incêndio.
O presidente da câmara comparou o som ao som da guerra.
Foi um ambiente muito assustador para os moradores.
Imagino. E o que aconteceu às pessoas da aldeia?
Depois das operações de desminagem, a maioria dos moradores voltou a casa.
Mas há ainda zonas proibidas.
O presidente da câmara disse que o acesso ao oceano, ao parque e à zona de La Jenny continua fechado.
E os danos do incêndio foram grandes?
Sim, muito grandes.
Mais de 180 casas ficaram destruídas na área.
E as munições encontradas eram alemãs e francesas.
Entre elas havia projéteis de morteiro e projéteis antitanque.
Então o incêndio destruiu casas e revelou um problema escondido no solo.
Exatamente.
A natureza abriu uma ferida antiga e mostrou restos da guerra que estavam enterrados.
Agora as autoridades ainda têm de garantir que a zona é segura.
Uma história muito concreta: fogo, evacuação e munições antigas a aparecer.
Sim, e isso deixou muita gente em alerta.
Primeiro, três palavras da história de França.
o projétil: é uma peça de munição. Na história, havia cerca de 400. Exemplo: Encontraram um perto da estrada.
a desminagem: é retirar explosivos. Na história, falou-se de desminagem. Exemplo: Demorou vários dias.
o acesso: é a entrada para um lugar. Na história, falou-se do oceano. Exemplo: O acesso à praia está fechado hoje.
Agora, a gramática: estar a + infinitivo.
Usamos esta estrutura para falar de uma ação que está a acontecer neste momento.
Os incêndios estão a revelar munições antigas.
As autoridades estão a garantir que a zona é segura.
Repete: estão a revelar.
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